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SAÚDE

Estado do Ceará Casos de H1N1 anotam queda de 81%

Lucca

Publicado

em

H1N1

                                                                          Casos de H1N1 tem queda 81%

Dados da Secretaria Estadual da Saúde apontam que número de diagnósticos de Influenza A chegou a 19 até setembro deste ano. Desde junho, a Pasta não registra novas ocorrências. Já em igual período de 2019, foram 105 casos, por trás dos números em alta escala da Covid-19, o Ceará conseguiu reduzir, até setembro último, os casos de Influenza A (H1N1).

   Conforme a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), os nove primeiros meses deste ano somaram 19 diagnósticos, enquanto em igual período do ano passado, foram 105. Dessa forma, o intervalo contabiliza uma baixa de 81,9%. Especialistas justificam o recuo com base nos protocolos sanitários adotados para combater o novo corona vírus, que acabaram protegendo também contra a enfermidade sazonal.

   Os dados compilados pela Sesa mostram que o mês de março, quando o Ceará confirmou os três primeiros infectados pelo SARS-CoV-2, acumulou o maior número de casos de H1N1, com 11 pacientes em tratamento para a gripe, já em maio, considerado o pico local da pandemia de Covid-19, apenas um entrou nas estatísticas. Desde então, nenhum outro caso foi anotado, isto é, o Estado está há quatro meses sem novos registros de H1N1.

   O balanço do mês de outubro ainda está sendo fechado, já no ano passado, somente janeiro e setembro não tiveram notificações. Abril e maio, com 26 e 44 casos, respectivamente, foram os meses com maior acréscimo, seguido por junho (15) este intervalo, aponta a Secretaria, é exatamente onde a doença se manifesta com maior intensidade em função da quadra chuvosa.

   Para a infectologista Mônica Façanha, professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), a etiqueta respiratória como estratégia de prevenção à Covid-19 contribuiu para a retração do vírus influenza neste ano, o uso de máscara, obrigatório desde o mês de maio via decreto estadual, “reduz a transmissão”, além do isolamento social, que “vai ser útil enquanto estiver acontecendo. Ele não tem uma ação a longo prazo em termos de prevenção”.

   Contudo, a médica acredita que há subnotificação de casos, isso porque, justifica, o diagnóstico de H1N1 pode ter sido confundido com o de Covid-19, já que as duas doenças possuem transmissão semelhante, “os olhares estão todos para pesquisar Covid-19, então é possível que algum H1N1 tenha passado sem que tenha sido feito a pesquisa para o diagnóstico, pode ter sido interpretado como Covid-19 e ser H1N1”, pondera Mônica.

                                                                                        Vacina
  A cobertura vacinal da H1N1 também influenciou na redução de casos da doença no Ceará, já que mais pessoas foram imunizadas, aponta Mônica Façanha, de acordo com a Sesa, 2.935.485 doses da vacina foram aplicadas neste ano, o que equivale a 96,98% de alcance. Em 2019, o número de doses chegou a 2.564.995, isto é, 94,94% dos grupos prioritários.

   Apesar de a dose não proteger contra a doença pandêmica – apenas para outros tipos do vírus influenza -, a Pasta federal antecipou a aplicação em todo o território brasileiro justificando que poderia ajudar profissionais de saúde a diagnosticarem a Covid-19 por eliminação.

Ate  Proxima…

Lucca Lima/FONTE: DN

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