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O ataque dos Estados Unidos a instalações nucleares no Irã, no último sábado (21), provocou reações imediatas entre autoridades brasileiras, revelando mais uma vez o contraste entre os campos políticos do país. O governo federal, por meio do Itamaraty, condenou “com veemência” a ação americana e os ataques recíprocos com Israel, apontando riscos à paz e à soberania do Oriente Médio. O presidente Lula compartilhou a nota oficial, mas evitou pronunciamento direto.

Na oposição, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou em suas redes sociais uma imagem ao lado de Donald Trump e Benjamin Netanyahu, sugerindo alinhamento ideológico com os dois líderes e defendendo maior representatividade no Congresso. Parlamentares próximos a Bolsonaro também se manifestaram: Eduardo Bolsonaro chamou o regime iraniano de “fanático religioso”, enquanto Sóstenes Cavalcante reiterou apoio a Trump.

Do lado governista, Gleisi Hoffmann (PT) criticou o apoio de Bolsonaro aos EUA e a Israel, acusando-o de “servilismo”. Sâmia Bomfim (Psol) e José Guimarães (PT) defenderam a interrupção dos ataques e exaltaram posicionamentos pacifistas, como o do Papa Leão XIV. Já a ministra Margareth Menezes destacou, em discurso, a cultura como alternativa à violência. As manifestações revelam como o conflito internacional repercute no debate interno e reforça a polarização entre os campos político-ideológicos no Brasil.