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Documentos obtidos pela Folha revelam que as forças de segurança do Rio de Janeiro tinham conhecimento de que a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, realizada na terça-feira (28), havia vazado quatro horas antes do início da ação. Mesmo assim, a incursão foi mantida, resultando em 121 mortes, o maior número já registrado em uma operação policial no estado.

Segundo o registro oficial, por volta da 1h da manhã, 20 homens em motos trocaram tiros com policiais na entrada das comunidades. Dois deles, que morreram depois no hospital, se identificaram como chefes do Comando Vermelho no Espírito Santo e disseram estar fugindo porque sabiam da operação iminente.

Cerca de 2.500 agentes participaram da ofensiva, batizada de Operação Contenção, que teve início às 6h. Inicialmente, o governo Cláudio Castro (PL) informou 64 mortos, mas o número subiu à medida que moradores retiravam corpos de áreas de mata e os levavam até uma praça da Penha. O governo confirmou depois 121 mortos, sendo 4 policiais.

O secretário da PM, coronel Marcelo Menezes, afirmou que o Bope criou um “muro” de cerco na Serra da Misericórdia para impedir a fuga de criminosos. O local, usado como rota de fuga e esconderijo pelo Comando Vermelho, virou palco da operação mais letal da história do Rio.