
O governo Lula (PT) começou uma ofensiva política contra aliados que votaram contra o Planalto na Medida Provisória 1303/2025, que tratava do IOF. Após a derrota no Congresso, o Palácio do Planalto deu início a uma série de exonerações em cargos federais, atingindo nomes ligados ao PL, PP, MDB e PSD — inclusive no Ceará.
A medida, confirmada pela ministra Gleisi Hoffmann (PT), mostra a disposição do governo em punir quem não segue à risca a cartilha petista. “Quem quiser continuar no governo, daqui pra frente, tem de votar com o governo”, afirmou Gleisi. Entre os atingidos estão dirigentes da Caixa Econômica Federal e superintendentes de ministérios em diversos estados, incluindo apadrinhados de parlamentares cearenses.
No Ceará, o clima é de tensão. Pelo menos três deputados federais da base governista têm aliados em cargos federais sob ameaça. Entre eles, Luiz Gastão (PSD), que teria influência na Superintendência da Pesca, além de Moses Rodrigues (União) e AJ Albuquerque (PP), ligados ao Dnocs. Todos votaram contra o governo, mesmo integrando partidos da base.
A reação petista reforça a velha prática do “toma lá, dá cá” e expõe a face autoritária do governo, que tenta impor fidelidade política por meio do medo e da chantagem de cargos. Nos bastidores, aliados admitem que o Planalto deve endurecer ainda mais até as eleições de 2026, quando Lula pretende retribuir o apoio apenas a quem seguir fielmente suas ordens — transformando o Estado em instrumento de controle partidário.
