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NO MUNDO

A Direita avança mundialmente e ganha grande força conservadora na Europa

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Na maior participação eleitoral da história (68,18%), e também, mais acirrada eleição (diferença de menos de meio milhão de votos), Andrzej Duda, apoiado pelo partido do governo, Lei e Justiça (PiS), recebeu 51,03% dos votos, contra 48,97% do oposicionista Rafal Trzaskowski , da Plataforma Cívica, e foi reeleito para atuar por mais cinco anos na Polônia, onde seu novo mandato se inicia no dia 06 de agosto de 2020.

A Polônia é considerado um dos países mais conservadores, isso devido a forte influência da tradição católica na cultura e na vida dos polacos.

País de onde saiu o maior Papa do século XX, e que teve o terceiro maior pontificado da história desde São Pedro até o Papa Francisco (266 Papas), João Paulo II que foi canonizado em 2014, é símbolo da forte presença do Catolicismo na Polônia, e representa também um forte patriotismo presente na vida dos poloneses, tendo em vista que ele foi a grande voz do oprimido povo polonês.

A Polônia foi o pais mais afetado pela segunda guerra mundial. Não bastasse a dura opressão nazista na parte ocidental da Polônia que durou até 1945, a nação polonesa foi muito mais duramente afetada pelo regime socialista da União Soviética que durou até o fim da guerra fria, no final da década de 80, e afetou principalmente a parte oriental da Polônia.

 

No dia 23 de agosto de 1939, o pacto Ribbentrop-Molotov foi firmado, em Moscou, entre a Alemanha nazista, de Hitler, e a União Soviética, de Stalin.

O tratado estabelecia entre outras coisas, cláusulas de não agressão entre os países.

Em outras palavras, a parte ocidental da Polônia seria de domínio nazista, e a parte oriental de domínio soviético. Entendendo esse fator histórico compreenderemos melhor o resultado das eleições de segundo turno, que ocorreram esse final de semana (sábado, dia 12/07/2020) na Polônia.

Muitos até se questionam o motivo de um país tão valente e ativo no conservadorismo como a Polônia ter um resultado tão apertado como esse. Vejamos o mapa da votação por provincias:

Aqui percebemos que o candidato derrotado Trzaskowski teve maior votação em 10 províncias, além de ter ganho no exterior, e o candidato reeleito Duda, ganhou em 6 províncias.

Perceba a parte azul do mapa, é a parte mais oriental da Polônia, próxima a Lituânia, e que sofreu duramente nas mãos de um regime socialista.

Essa parte com a experiência prática da opressão soviética, rejeita tudo que se relacione ao Comunismo, mesmo que indiretamente, como era o candidato de oposição Trzaskowski, que é liberal e de um partido considerado de centro direita, e se aliou a partidos de centro e de esquerda.

 

Como vemos a parte amarela, em que Trzaskowski venceu, é a parte ocidental da Polônia, mais próxima da Alemanha, e que foi dominada pelo Nazismo. Essa parte que foi dominada pelos nazistas até o fim da segunda guerra mundial, é mais inclinada ao pensamento progressista do socialismo, mostrando historicamente que é totalmente errada a idéia de ligação do nazismo com a direita.

 

Dito isto, serão mais cinco anos de crescimento moral e cívico para a Polônia, em que as políticas globalistas da União Européia não entrarão e será respeitado a soberania nacional; o respeito e a promoção da família de sempre (homem e mulher) será assegurado, o que deveria ser normal em qualquer país civilizado que não se curva as pautas lgbt, que inclusive é questionada por muitos homossexuais que sabem o valor da família tradicional; e uma grande crescimento econômico do país, devido a forte amizade de Donald Trump com o presidente da Polônia.

Por mais que muitos canais de esquerda estejam criticando e se lamentando por esta reeleição, a verdade é que a direita avança mundialmente e o Conservadorismo se fortalece na Polônia, contrapondo a decadência cultural que a Europa vem sofrendo nos últimos anos.

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